A partir de janeiro de 2026, o campo brasileiro vai enfrentar uma das maiores mudanças fiscais da história recente. A Reforma Tributária unificará cinco impostos — ICMS, ISS, PIS, Cofins e IPI — e trará novas regras que impactam diretamente o agronegócio.
Entender o que muda e se antecipar é o segredo para garantir economia, regularidade e tranquilidade nas operações.
O que muda com o novo modelo tributário
A nova estrutura cria um IVA dual, com dois tributos principais:
• IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) – que substitui o ICMS e o ISS.
• CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) – que substitui o PIS e a Cofins.
Esses impostos serão aplicados de forma mais simples e transparente, mas exigem adaptação contábil e tecnológica de quem produz e comercializa no setor rural.
Quem será obrigado ao novo regime
Produtores rurais com faturamento anual igual ou superior a R$ 3,6 milhões passam a ser obrigados a recolher IBS e CBS.
Já quem fatura abaixo desse valor poderá optar por aderir ao regime, aproveitando benefícios como recuperação de créditos tributários e maior formalização junto aos compradores.
Incentivos e benefícios para o agronegócio
A Reforma reconhece a importância do setor e garante condições especiais:
• Produtos in natura e insumos agropecuários terão redução de 60% na alíquota padrão.
• Itens da cesta básica (como arroz, feijão, leite e carnes) serão isentos de IBS e CBS.
• Compradores de produtos de pequenos produtores terão crédito presumido, equilibrando a competitividade em toda a cadeia.
Emissão obrigatória de Nota Fiscal Eletrônica
A partir de 5 de janeiro de 2026, todos os produtores rurais — inclusive os de menor porte — deverão emitir NF-e ou NFC-e (modelos 55 ou 65).
A exigência valerá em todo o território nacional, independentemente do volume de receita ou do estado de origem.
Por que se antecipar?
Preparar-se desde já é a melhor forma de proteger seu negócio e garantir competitividade. Entre os principais benefícios estão:
• Evitar multas e autuações por irregularidades fiscais.
• Reduzir riscos financeiros com erros de apuração.
• Fortalecer a credibilidade comercial, valorizando a transparência e o cumprimento das obrigações tributárias.
A Reforma Tributária de 2026 representa um divisor de águas para o agronegócio. Quem se preparar com antecedência sairá na frente — com gestão eficiente, segurança jurídica e tranquilidade para continuar crescendo.
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